| Milhagem:
agora é lei
Rogério
Mendelski*
O deputado Edson Brum (PMDB) está de parabéns, assim
como a governadora Yeda Crusius, que sancionou a lei da milhagem.
Edson Brum, porque apostou na possibilidade levantada por esta
coluna sobre a utilização da milhagem de passagens
compradas para viagens oficiais, a qual deveria voltar para uma
caixa única, sendo revertida em novos bilhetes. A governadora,
porque foi rápida na decisão.
A questão da milhagem nas milhares de passagens aéreas
emitidas ao Poder Público sempre foi um “grilo”
do cronista. Por que deveriam tais milhagens ser creditadas para
o servidor usuário da companhia aérea se o bilhete
que ele utilizava não fora comprado com recursos próprios?
Os valores gastos em passagens aéreas para servidores em
viagens oficiais são enormes, logo, a milhagem, como bonificação,
também era interessante, e, enquanto não havia uma
lei regulamentando para quem deveria ir o crédito, o titular
do bilhete era o beneficiário.
Para se ter uma idéia dos valores gastos em passagens pelo
Estado, em 2006 foram gastos R$ 4,6 milhões, e nos últimos
quatro anos a despesa chegou a R$ 22,3 milhões. Este ano,
os gastos deverão ficar nos mesmos níveis de 2006,
mas a milhagem dos bilhetes será creditada para o Estado,
que irá aproveitá-la em novas passagens.
O Diário Oficial, edição da última
sexta-feira, publicou a lei 12.711/07, determinando que “os
prêmios ou créditos de milhagens oferecidos pelas
companhias de transporte aéreo, quando resultantes de passagens
adquiridas com recursos públicos da administração
direta ou indireta de qualquer dos Poderes do Estado do RS, serão
incorporados ao Erário e utilizados apenas em missões
oficiais”.
O artigo segundo diz que “as passagens decorrentes do acúmulo
de milhagens devem ser utilizadas exclusivamente em viagens a
serviço da instituição que gerou o benefício”.
Podem acreditar: a lei aprovada servirá de modelo para
o Brasil.
* Fonte :O Sul, 5/6/2007-Rogério Mendelski |